Os escorpiões, assim como as aranhas, são animais pertencentes à classe dos aracnídeos e fazem parte do grupo dos animais peçonhentos, chamados assim por possuírem glândulas que produzem veneno e possuem ferrão para injetar o veneno, fazendo o papel de uma seringa. No caso dos escorpiões, o veneno é injetado através de um ferrão denominado “telson”, localizado ao final de sua cauda.

 

Os escorpiões existem há cerca de 400 milhões de anos. No Brasil existem cerca de 100 espécies, porém apenas 25 podem causar acidentes graves. Os mais conhecidos e perigosos da região sudeste do país são o Tityus serrulatus (escorpião amarelo) e o Tityus bahiensis (escorpião marrom). Eles são predadores de vários insetos, como baratas, grilos, cupins, além de aranhas e até mesmo outros escorpiões. Gostam de se abrigar em árvores, troncos caídos, folhagem, madeiras, tijolos, telhas, galerias de esgoto, etc. 

Escorpiões

Principais espécies

Tityus serrulatus

 

O Tityus serrulatus é a principal espécie do sudeste e uma das mais importantes do Brasil, devido à potência contida em seu veneno. É um escorpião de coloração amarela e possui este nome devido a presença de uma serrilha nos segmentos finais de sua cauda. Na fase adulta podem chegar a até 3cm de de tamanho do corpo. Sua picada é bastante dolorida e pode ser um risco para vítimas como crianças abaixo de 7 anos e pessoas de idade avançada. Não existe macho nesta espécie, e se reproduzem por um processo chamado partenogênese, onde a fêmea por si só consegue dar origem aos filhotes. Está muito associado a lugares com grande quantidade de baratas, como redes de esgoto. A barata é o principal alimento dos escorpiões.

Tityus bahiensis

 

O Tityus bahiensis é a segunda principal espécie do sudeste e uma das mais importantes do Brasil. Sua coloração normalmente é marrom escura, podendo chegar até o preto. Se assemelha bastante com o escorpião amarelo, atingindo o mesmo tamanho, 7cm de corpo. É a espécie responsável pelo maior número de acidentes no Brasil em áreas rurais. A constituição de seu veneno é bastante parecida com a do escorpião amarelo, porém os acidentes causados com essa espécie não costumam ser tão graves quanto aos acidentes causados pelo Tityus serrulatus. O escorpião marrom, ao contrário do amarelo, possuem exemplares machos e fêmeas.

Prevenção contra escorpiões

 

  • Manter limpos quintais, jardins, terrenos baldios, não acumulando entulho e lixo doméstico;

  • Aparar a grama dos jardins e recolher folhas caídas;

  • Vedar soleiras das portas com saquinhos de areia ou friso de borracha, colocar telas nas janelas, vedar ralos de pias, tanques e de chão, com tela ou válvula apropriada;

  • Colocar o lixo em sacos plásticos, que devem ser mantidos fechados para evitar o aparecimento de insetos, que são alimentos favoritos de aranhas e escorpiões;

  • Examinar roupas, calçados, toalhas e roupas de cama antes de usar;

  • Andar sempre calçado e usar luvas de raspa de couro ao trabalhar com material de construção, lenha, etc.

Primeiros socorros

 

  • Não espremer ou sugar o local da picada;

  • Imobilize a vítima e evite deixar fazer esforços;

  • Não faça torniquetes ou garrotes;

  • Leve a vítima para um hospital o mais rápido possível, de preferência leve ao Instituto Butantan se for próximo, que é referência no tratamento de acidentes com animais peçonhentos;

  • Os tratamentos são feitos com analgésicos e anestésicos, obtendo resultados satisfatórios na maioria dos casos;

  • Em casos mais graves o médico poderá tratar com soro específico para o animal que causou o acidente;

  • Capturar o animal se possível ou tirar uma foto e levar junto com a vítima, ajuda os especialistas identificarem qual o tratamento correto a ser utilizado.